Nostalgia visual

O post de hoje é meio nostálgico mas não menos importante. Afinal de contas se trata do pai dos efeitos especiais. George Méliès. Quem não conhece a lua de Méliès? Seja pela história do cinema ou pela recente homenagem feita por Scorsese.

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Convenhamos que na época em que o filme foi feito não existiam lá efeitos avançadíssimos, mas ainda sim George cumpria seu papel e surpreendia a todos. As trucagens que ele fazia cumpria muito bem sua função de entreter e acima de tudo impressionar os espectadores.

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E o céu se abre para a aurora

Aurora boreal na Noruega

Podendo ser vistas na Zona Polar, ao entardecer e durante a noite, as  auroras boreais parecem elementos encantados. São resultado do encontro dos ventos com o campo magnético da Terra e podem ser feitas digitalmente. A animação em 2D Irmão Urso (2003), da Disney, possui alguns momentos primorosos com auroras.

Segue abaixo um tutorial de como fazer pelo Photoshop uma aurora.

01. Pressione Ctrl+N para criar um novo documento, defina um tamanho qualquer com 72 dpi’s e modo de cores em RGB, pressione Ok, vá em Layer> Layer Styles> Gradient Overlay, defina um gradiente que vai do preto para o azul e defina os valores abaixo.

02. Pressione Ctrl+Shift+Alt+N para criar uma nova layer, pressione a letra D do teclado para resetar as cores de Foreground e Background para preto e branco, pressione Alt+Backsgpace (a tecla acima do Enter) ou pressione a letra G do teclado para selecionar a Paint Bucket Tool  e clique no documento para pintar a layer de preto.

Irmão Urso (2003)

03. Agora clique sobre sua cor de Background na paleta de ferramentas e defina a cor cinza e depois vá emFilters> Render> Fibers, defina os valores abaixo.

04. Agora vá em Filter> Blur> Motion Blur e defina os valores abaixo.

05. Agora vá em Layer> Layer Style> Gradient Overlay e defina os valores abaixo.

06. Pressione a letra L do teclado para selecionar a Lasso Tool, na barra de opções da ferramenta defina 30 pixels para o Feather, crie uma seleção qualquer e depois vá em Layer> Layer Mask> Reveal Selection.

07. Ao final seu efeito estará assim. Site de origem: http://psdtuts.com/tutorials-effects/reader-request-msnbc-style-effect/

Bônus: Blog com 50 dicas de photoshop para efeitos no céu e no espaço. Bem interessante.

http://templetesedicas.blogspot.com.br/2012/03/50-tutoriais-photoshop-para-efeitos-de.html

Efeitos de Amanhecer – parte 2

E chega ao fim a trilogia de vampiros mais famosa do mundo. A espera pelo último filme da Saga Crepúsculo foi grande e finalmente chegou, lotando cinemas como era esperado, superando a bilheteria de Amanhecer – parte 1.

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Desde o primeiro filme lançado em 2008, e muito também pelo tema abordado, os efeitos especiais são características bem marcantes nessa produção. Mas nesse último filme da saga, as opiniões se divergem bastante. Muitas pessoas gostaram e muitas nem tanto. A cena em que mais foi usado efeitos visuais foi a cena épica da batalha. O efeito mais usado foi o de chroma key, também pudera, criança montando em lobos que arrancam cabeça abocanhando-as. Aqui tem um link de como isso foi feito.

O filme agora está nos parâmetros hollywoodianos, com ação, drama e até comédia. Agora, quantos aos efeitos especiais, cada um com sua opinião.

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Forrest Gump – O Contador de Chroma Keys

Além da maravilhosa atuação de Tom Hanks e do ótimo roteiro, Forrest Gump (1994) com certeza foi um filme marcante para os efeitos especiais. A data pode aparentar não ser muito antiga, mas é bom lembrar que no início da década de 90, apesar de já haver o uso de computadores, eles ainda eram bem caros e não tão popularizados assim – não existia nem internet direito. Portanto, os efeitos visuais conseguidos no filme, tão naturais que parecem inexistentes, são algo de certa forma à frente de sua época.

Muita coisa foi resolvida usando chroma key, técnica em que se filma um personagem ou algo que esteja em primeiro plano num fundo azul ou verde, sendo possível substituir esse fundo por um vídeo depois. Um bom exemplo é a cena inicial da pena voando até o pé do Forrest:

Outro ponto forte dos efeitos especiais do filme são as partes em que Forrest aparece em cenas históricas reais, como aquela em que cumprimenta John F. Kennedy dizendo que “precisa fazer xixi”. O vídeo mostra como isso foi feito a partir dos 1:55:

Piratas do Caribe

Uma das fotos que mais compartilhadas esses dias nas redes sociais é de um efeito especial do filme Piratas do Caribe.

O filme estrelado por Johnny Deep realmente tem efeitos especiais incríveis, não é a toa que ganhou a estatueta de ouro em 2006. Os personagens que mais chamam atenção no filme são as criaturas membros da tripulação. Todos eles foram geradas por computação gráfica. Inclusive para criar os movimentos de alguns desses personagens, o diretos assistia a documentários sobre mexilhões.

Os movimentos dos atores utilizavam roupas de captura de movimento. E inclusive um deles tinha uma maquiagem em volta da boca e dos olhos para ser mais fácil a emenda com a arte computadorizada. O resultado de antes e depois:

Mas não é só desse tipo de efeito que o filme é feito. Aqui nesse vídeo podemos ver mais alguns dos truques para o sucesso do filme

Esquizofrenia computadorizada

Quem já viu Cisne Negro (Darren Aronofsky, 2010) sabe que é um filme novo difícil de ser esquecido. É um exemplo da combinação de vários elementos que funcionaram muito bem juntos, desde o roteiro – que levou dez anos de tratamentos até o resultado final – até a edição, essencial para dar o tom de tensão presente todo tempo no thriller psicológico.

E haja edição. Muita coisa foi feita na pós-produção, ou seja, no computador, tanto os efeitos especiais, como nas partes em que Nina (Natalie Portman) se ‘transforma’ em um cisne negro, quanto inúmeros pequenos ajustes nas cenas com as dublês de dança Sarah Lane e Kimberly Prosa. No caso das cenas de dança, a maioria dos takes de corpo inteiro de Nina dançando foram feitos pelas dublês, sendo necessário substituir digitalmente o rosto delas pelo de Natalie Portman.

O vídeo abaixo mostra várias correções e efeitos do filme:

Um efeito vale mais que mil palavras

Procurando informação para comentar sobre este filme encontrei um vídeo que depois de dar uma olhada me deixou pensando… O que falta dizer?  Provavelmente seja minha visão pessoal do conteúdo, mas  reduzo a complexidade da questão a uma simples e concreta palavra (como diz um amigo meu): fantástico.

Ainda que o Óscar seja apenas outro fragmento da máfia cinematográfica, em que muitas vezes o verdadeiro reconhecimento é mediado por interesses que não fazem sentido em relação ao que deveria ser o “objetivo” dos prêmios, desta vez Hugo supera esses obstáculos e em 2012 é ganhador bem merecido de 5 prêmios dados pela Academia além de 3 Globos de Ouro e 2 Prêmios BAFTA (Prêmios de Cinema da Academia Britânica). Ganhou na categoria  de melhores efeitos especiais, trabalho feito pela companhia Pixomondo, que “processou 98% do filme em efeitos digitais, 854 tomas com um total de 62 minutos”  segundo Sebastian Leutner produtor executivo da Pixomondo.

Este filme  é baseado no livro de Brian Selznick  “A invenção de Hugo Cabret” , adaptado por John Logan e dirigido por Martin Scorsese em co-produção com Graham King (GK Films).

Algumas pessoas falam que os dez primeiros minutos de um filme são os determinantes de seu  sucesso, então volto à primeira vez que assisti Hugo Cabret e me lembro quão impactada fiquei pelo plano sequência inicial, que com certeza abriu com 5 estrelas a maravilhosa história de sua invenção.