Tiro!

É engraçado notar que a mecânica envolvida num disparo é solucionada no cinema por vários artifícios bem engenhosos.

Federal (2010), Brasil | França | Colômbia - Diretor: Erik de Castro
Federal (2010), Brasil | França | Colômbia – Diretor: Erik de Castro

Por mais que nem sempre respeitem leis da física e da química, ainda assim dão um efeito bem interessante!

Segue um vídeo abaixo de como é feita as marcas de tiro em um carro (tudo controlado) em Federal o Filme (2010):

Bullet time

Matrix tem uma importância enorme na indústria cinematogáfica, sendo um real divisor de águas. E quando nos referimos a esse filme é impossível não se referir aos seus incríveis efeitos especiais. Entre todas as cenas, com certeza a mais marcante é quando Neo desvia da bala com uma habilidade enorme. Esse é o efeito bullet time, que também é usado em outras cenas da trilogia.

Mas como ela é feita? Em um fundo chroma key, o ator é fotografado por várias câmeras e em uma espécie de stopmotion o efeito se dá. Um vídeo mostra como tudo é feito muito bem explicado com gráficos e exemplos ao longo do filme

Não chore pelo sangue derramado…

Poderíamos falar de qualquer filme do Tarantino nesse post, mas Kill Bill parece ser o mais notável em relação ao tema. São lutas e mais lutas, sem a menor intenção de poupar sangue. Quanto mais jorrar, sujar, espirrar e escorrer, melhor.

É interessante notar que apesar de a história no geral ser uma grande ficção, bem longe da realidade, não foram usados efeitos especiais computadorizados (e, visto que o filme foi lançado em 2003, isso é um grande diferencial). Segundo o Imdb, Tarantino proibiu o uso deles. Profundamente inspirado pelo diretor chinês Chang Cheh – conhecido pelos filmes de artes marciais que fez nos anos 70 -, o homem dos filmes sangrentos quis imitar o método antigo: camisinhas cheias de sangue falso que explodiam com o impacto.

Tal idéia, apesar de simples, deu um certo trabalho. Foram mais de 450 galões de sangue falso usados nos dois primeiros filmes. Além disso, era usado um tipo diferente de sangue para cada situação, escolhidos pelo diretor, como revelou em uma entrevista à revista americana Time: “Eu digo, ‘não quero sangue de filme de terror, ok? Quero sangue de samurai.’ Você não pode jogar essa calda de framboesa pra panqueca numa espada e conseguir que fique bom. Você tem que ter esse tipo especial de sangue que só se vê nos filmes de samurai.”

Quem quiser relembrar a luta da Uma Thurman contra a Gogo e os Crazy 88’s:

Vidro Falso – Estilhace agora#

Vidro falso é coringa para Sétima Arte, está presente em cenas de briga ou fuga alucinada, por exemplo.

Confira a receita abaixo, retirada do site Manual do Mundo (cheio de outras receitas e dicas que unem ciência com diversão, vale a pena dar uma olhada). Segurança e praticidade com impacto garantido.

Ingredientes:

  • 1/2 xícara de água
  • 1 xícara de açúcar
  • 4 colheres de sopa xarope de milho (glucose líquida, material de fazer balas)
  • Fôrma untada com óleo

Coloque a água, espere ferver e bote em seguida o açúcar, que irá se dissolver. Depois, coloque 4 colheres de glucose, deixando ferver de 6 a 8 minutos. Despeje a mistura na fôrma ou em outro material untado (pode ser do formato que quiser, use a imaginação!) e espere esfriar fora da geladeira. Por fim, deixe no congelador até ficar rígido. E depois, divirta-se com a destruição.

Perguntas frequentes:

Onde posso comprar xarope de milho?

Em confeitarias, pois é um ingrediente usado para fazer doces.

Posso trocar o xarope de milho pela glucose de milho?

Não. São dois ingredientes com consistência bem diferente. O xarope é muito mais viscoso que a glucose, além de ser transparente.

Esse vidro fica mole com o calor?

Sim. Ele tem consistência parecida com um doce duro (bala, pirulito etc.). Assim como esses doces, ele “mela”.

Interessante esse vídeo que ensina e mostra como (1minuto a 3min20)

FONTE: http://www.manualdomundo.com.br

Os efeitos especiais sabem a verdade sobre a área 51

Starship Troopers (Tropas Estelares) é um daqueles filmes de ficção típicos dos anos 90 da indústria norte-americana, onde os Estado Unidos são uma superpotência econômica, política e militar, que em nome da humanidade tem influência nos diversos conflitos do mundo: desta vez, uma invasão extraterrestre na Argentina. Valentes e corajosos soldados lutam contra terríveis monstros que vêm de planetas alienígenas distantes, obtendo a vitória, como é de se esperar.

Em meio a este discurso de superioridade da indústria cultural  dos EUA, temos que resgatar um magnífico desenvolvimento dos efeitos mecânicos deste filme.  Dez companhias dedicadas aos efeitos especiais estavam envolvidas, fazendo da animatrônica (uso de eletrônica e robótica em bonecos mecanizados) um recurso que conseguiu levar à tela dos cinemas verdadeiros seres fantásticos.

Em reconhecimento aos 500 efeitos usados no longa-metragem, Starship Troopers foi nomeado ao Óscar na categoria de Efeitos Especiais e ganhou os prêmios Saturno de Melhor Figurino e Efeitos Especiais, dados pela Academy of Science FictionFantasy & Horror em 1998.

Depois da segunda (2004) e terceira parte (2008), Starship Troopers voltou em julho deste ano com o quarto filme “A invasão”, no qual foi usada computação gráfica (CGI) para os efeitos.

Spielberg e os poltergeists

Poltergeist (Tobe Hooper, 1982) pode ser considerado um dos maiores clássicos do cinema no quesito filme de terror. Indicado ao Oscar de 1983 de melhores efeitos visuais, foi um dos primeiros filmes produzidos pelo mestre Steven Spielberg, que também supervisionou os efeitos especiais, feitos na Industrial Light & Magic. A empresa, talvez não muito conhecida pelo nome, foi fundada pelo próprio George Lucas para a pós-produção do primeiro Star Wars – e continua “pequena” até hoje, sendo responsável por filmes como Harry Potter, Avatar, Indiana Jones, entre muitos outros.

O filme utiliza muitos efeitos especiais: mecânicos, visuais, alguns simples e outros realmente complicados. Um exemplo é a cena em que Diane, a mãe, é arrastada para o teto pelas “forças misteriosas” em seu quarto. Para conseguir esse efeito, foi necessária uma máquina que girasse de ponta cabeça uma reprodução do quarto do casal, enquanto a câmera permanecia na mesma posição.

Cenas mais simples, onde objetos se movem ou aparecem, foram feitas literalmente amarrando arames neles e puxando-os ou colocando-os no meio da cena enquanto a câmera filmava outra coisa. Vento, luz e chuva artifical também criaram grande parte do clima do filme.

Apesar de ter sido um enorme avanço para os efeitos especiais na época, nem tudo era de mentira. Os esqueletos na cena da piscina que aterrorizam Diane eram reais. Afinal, é muito mais barato achar pessoas mortas do que fabricar uma de plástico. Ainda bem que a atriz Jobeth Williams estava mais preocupada em ter que filmar na água, rodeada por luzes de altíssima voltagem…

Como fazer um exorcismo

Sem dúvida, um dos filmes de terror mais marcantes da história do cinema é O Exorcista, de 1973. Mesmo depois de quase quarenta anos, é fundamental para quem gosta do gênero.

Atualmente, os efeitos especiais vistos no filme seriam feitos com facilidade, talvez muito mais realistas. Mas não tem como negar que é exatamente a forma como foram feitos e seu resultado final que tornam O Exorcista um clássico. No documentário, feito pela BBC para a comemoração dos 25 anos de lançamento do filme, a equipe conta diversas histórias e, principalmente, explica como os efeitos foram criados. Podemos ver outras opções de maquiagem até o famoso vômito de sopa de ervilha.

Infelizmente, não encontramos o documentário com legendas em português. Assim, darei destaque para algumas partes.

(De 0:00 a 3:57, os mecanismos na cama e outros efeitos – 7:00 a 8:45, como chegaram ao conceito de maquiagem)

(De 2:28 a 4:22, a cabeça girando e o mecanismo para fazer o vômito)

Recomendo fortemente, quem se interessar por filmes do tipo, que assista ao documentário inteiro. Ótimos comentários sobre como foi a filmagem e uma conversa entre o diretor, William Friedkin, e o escritor do livro original, William Peter Blatty.

Está escurecendo, então chega por hoje.