E o céu se abre para a aurora

Aurora boreal na Noruega

Podendo ser vistas na Zona Polar, ao entardecer e durante a noite, as  auroras boreais parecem elementos encantados. São resultado do encontro dos ventos com o campo magnético da Terra e podem ser feitas digitalmente. A animação em 2D Irmão Urso (2003), da Disney, possui alguns momentos primorosos com auroras.

Segue abaixo um tutorial de como fazer pelo Photoshop uma aurora.

01. Pressione Ctrl+N para criar um novo documento, defina um tamanho qualquer com 72 dpi’s e modo de cores em RGB, pressione Ok, vá em Layer> Layer Styles> Gradient Overlay, defina um gradiente que vai do preto para o azul e defina os valores abaixo.

02. Pressione Ctrl+Shift+Alt+N para criar uma nova layer, pressione a letra D do teclado para resetar as cores de Foreground e Background para preto e branco, pressione Alt+Backsgpace (a tecla acima do Enter) ou pressione a letra G do teclado para selecionar a Paint Bucket Tool  e clique no documento para pintar a layer de preto.

Irmão Urso (2003)

03. Agora clique sobre sua cor de Background na paleta de ferramentas e defina a cor cinza e depois vá emFilters> Render> Fibers, defina os valores abaixo.

04. Agora vá em Filter> Blur> Motion Blur e defina os valores abaixo.

05. Agora vá em Layer> Layer Style> Gradient Overlay e defina os valores abaixo.

06. Pressione a letra L do teclado para selecionar a Lasso Tool, na barra de opções da ferramenta defina 30 pixels para o Feather, crie uma seleção qualquer e depois vá em Layer> Layer Mask> Reveal Selection.

07. Ao final seu efeito estará assim. Site de origem: http://psdtuts.com/tutorials-effects/reader-request-msnbc-style-effect/

Bônus: Blog com 50 dicas de photoshop para efeitos no céu e no espaço. Bem interessante.

http://templetesedicas.blogspot.com.br/2012/03/50-tutoriais-photoshop-para-efeitos-de.html

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Tiro!

É engraçado notar que a mecânica envolvida num disparo é solucionada no cinema por vários artifícios bem engenhosos.

Federal (2010), Brasil | França | Colômbia - Diretor: Erik de Castro
Federal (2010), Brasil | França | Colômbia – Diretor: Erik de Castro

Por mais que nem sempre respeitem leis da física e da química, ainda assim dão um efeito bem interessante!

Segue um vídeo abaixo de como é feita as marcas de tiro em um carro (tudo controlado) em Federal o Filme (2010):

Toy Story: nostalgia

O primeiro longa de animação da Pixar, feito totalmente em computação gráfica. Uma das franquias mais bem-sucedidas de todos os tempos.

Aviso: Contém spoilers.

O que foi aquela despedida enigmática, que retrata de modo brilhante o que boa parte dos espectadores tiveram de fazer: doar boa parte dos brinquedos que fizeram suas infâncias divertidas e encarar de frente a vida adulta (mais uma vez um ritual de passagem, as vezes um pouco doloroso)? Foi o que fez Andy, nosso simpático protagonista no fim da trilogia Toy Story, que cresceu, como muitas crianças e jovens das décadas de 90 e 2000, brincando e se identificando com a fidelidade do Xerife Woody ou o desafio de voar de Buzz Lightyear ou algum daqueles outros brinquedos fantásticos com que nos identificamos. Nossos heróis.

Para quem viu: Lembram do Rex, o dinossauro medroso? E do Senhor Cabeça de Batata, empanturrado com objetos, alimentos, ferramentas pela Senhora Cabeça de Batata? E do Bala-No-Alvo, cavalinho carinhoso do Woody? Memoráveis. Dentre os temas em  destaque da trilogia, basicamente os processos de identificação pessoal, emocional e material. Amizade, amor, solidariedade, consumo, preservação e descarte de resíduos. Pode resumir bem as nossas vidas…

Questões: No 1 (1995), até que ponto a amizade é substituída pela legitimação da popularidade? Cuidar ou conhecer o funcionamento dos objetos, desmontando-os? No 2 (1999), a mudança de valores conforme o crescimento da pessoa, impõe a ela que recicle, doe e descarte brinquedos e outros materiais? Ou que ela opte por preservá-los? Mas um museu poderia fazer isso melhor? No 3, (2010) esse mesmo tema é trabalhado, mas de maneira mais solidária. Doar para quem ainda não possui, retardar o destino das coisas para o lixo ou a  incineração, o inferno para os brinquedos.

Em Ted, filme de 2012, do diretor Seth Mac Farlane, criador do seriado Family Guy, a situação de abandono é retratada, mas sob enfoques mais psicológicos e debochados e o Urso Ted envelhece e existe de verdade. Já os brinquedos de Toy Story, assim como em fábulas, são humanizados, mas não interagem com as pessoas, só quando estão sozinhos, o que gera o encantamento das histórias. E Lotso, o urso da Creche, é o vilão…

Segue abaixo o making of de Toy Story (parte 1 e 2), em inglês, que mostra fontes de inspiração e os trabalhos anteriores da Pixar de criação e  técnica para desenvolver a obra, como o filme Tron, de 1982, e Luxo Jr. de 1986, o famoso curta das luminárias. O segundo trecho mostra o processo de criação, com a importância da concepção artística detalhada e verossímil ligada à animação, e do storyboard, espécie de esquema que mostra os rascunhos dos quadros, a fim de constituir uma visualidade sensível e rica com uma história bem consolidada e coerente.

Gerações cresceram vendo Toy Story 1, 2 (aquele da Loja de Brinquedos do All) e 3 e provavelmente outras tantas irão ver, rir e “se emocionar”, no 3 é bem provável… Simplesmente, sensacional, retrato de nossa época.

Chihiro!

A Viagem de Chihiro (Spirited Away, Sen to Chihiro no Kamikakushi), de 2001, é um impressionante filme japonês do diretor Hayao Miyazaki, do estúdio de animação Ghibli, que tem parceria com a Disney. O longa ganhou vários prêmios, entre os quais o Óscar de Animação e o Urso de Ouro de Berlim. É considerado um dos filmes japoneses mais rentáveis de todos os tempos.

Visualmente incrível, colorido, detalhista e poético, o filme foi feito através da técnica de animação tradicional de desenhos anime em 2D, que depois são fotografados e retocados digitalmente.

O enredo:  Uma garotinha que entra com os pais em um suposto túnel que leva a um aparente parque de diversão abandonado.
Na verdade, esse é um mundo surreal, fantasioso e espiritual no qual ela é inserida, e, através de uma jornada heróica e frágil, precisa amadurecer, deixar para trás a infância, em um ritual de passagem, servindo a espíritos e deuses de uma Casa de Banho colossal, chefiada pela temida e gananciosa feiticeira Yubaba. Nesse ambiente, o comércio ainda existe.
Mas Chihiro se esforça para encontrar meios de sobreviver nesse mundo de sonhos e pesadelos.
Todo esse esforço é feito, a fim de libertar seus pais, os quais foram transformados em porcos para o abate, e voltar com eles à realidade. Conta para isso, com a ajuda de Haku, um garoto, funcionário e feiticeiro da Casa de Banhos, que transforma-se em dragão e pelo qual se apaixona, do Sem Rosto, espécie de deus metamorfoseante,  e de Zeniba, irmã gêmea e boa da feiticeira má Yubaba.
Um dos melhores aspectos do filme, é que ele trata de questões da fragilidade humana através de uma mitologia que primariamente não povoa o imaginário ocidental: a mitologia japonesa, o que faz ser um filme que foge do clichê. Vale a pena conferir e rever sempre.
Trailer do filme:

Vidro Falso – Estilhace agora#

Vidro falso é coringa para Sétima Arte, está presente em cenas de briga ou fuga alucinada, por exemplo.

Confira a receita abaixo, retirada do site Manual do Mundo (cheio de outras receitas e dicas que unem ciência com diversão, vale a pena dar uma olhada). Segurança e praticidade com impacto garantido.

Ingredientes:

  • 1/2 xícara de água
  • 1 xícara de açúcar
  • 4 colheres de sopa xarope de milho (glucose líquida, material de fazer balas)
  • Fôrma untada com óleo

Coloque a água, espere ferver e bote em seguida o açúcar, que irá se dissolver. Depois, coloque 4 colheres de glucose, deixando ferver de 6 a 8 minutos. Despeje a mistura na fôrma ou em outro material untado (pode ser do formato que quiser, use a imaginação!) e espere esfriar fora da geladeira. Por fim, deixe no congelador até ficar rígido. E depois, divirta-se com a destruição.

Perguntas frequentes:

Onde posso comprar xarope de milho?

Em confeitarias, pois é um ingrediente usado para fazer doces.

Posso trocar o xarope de milho pela glucose de milho?

Não. São dois ingredientes com consistência bem diferente. O xarope é muito mais viscoso que a glucose, além de ser transparente.

Esse vidro fica mole com o calor?

Sim. Ele tem consistência parecida com um doce duro (bala, pirulito etc.). Assim como esses doces, ele “mela”.

Interessante esse vídeo que ensina e mostra como (1minuto a 3min20)

FONTE: http://www.manualdomundo.com.br

BOOM! Os efeitos digitais de explosão

Watchmen (2009)

Os efeitos visuais, que impressionam cada vez mais os espectadores, envolvem, de modo geral, a concepção, modelagem, texturização, animação e composição, que é a montagem final. Mas podemos ter efeitos mais básicos, que pulam algumas dessas etapas e podem ter um resultado visual supreendente.

Explosão no recente 007 Operação Skyfall.

O efeito de explosão usual, que deve ter algum aumento de volume de gás acompanhado de combustão (fogo), é dado através da sobreposição de camadas de imagens, como o vídeo abaixo (em inglês) mostra de modo básico e divertido.


Nele, o software (programa) usado para isso é o After Effects, em que uma explosão filmada em um fundo escuro, retirada do site tecniciansfilms.com torna-se a camada de imagem necessária para gerar o efeito. A imagem do vídeo é recortada e colocada sobre a outra imagem do garoto e da cozinha, que, com alguns ajustes, como de tamanho, direção do movimento, iluminação e áudio, procura dar a ilusão de que a explosão ocorreu na cozinha, que pode ter, por exemplo, saído da mão do garoto como num passe de mágica!

Podem ser usadas também outras camadas curiosas, como a de uma nuvem que aumenta com a tempestade. Nunca imaginei que pudesse ser feita uma explosão com isso, até que uma amiga curiosa e dedicada (Helena Prado) fez, com mudança da cor e outros retoques,  e o resultado final ficou convincente e sensacional.

Se alguém se interessar em brincar com o software aqui está o link:

https:// www.baixaki.com.br/download/adobeaftereffects.htm

Mais verossimilhança? Link de um tutorial (em inglês) bem interessante:

“The Walking Dead” dos Mortais Parte 2

Mais entrevistas do CineFX (FX) com dois integrantes da edição Zombie Walk 2012 em São Paulo.                                                       Criatividade e irreverência registradas. Confira abaixo:

Fernando Cesare (FC)

FX: Você participa da Zombie Walk desde quando?

FC: Terceiro ano já.

FX: E sua fantasia é inspirada em que personagem?

FC: Zumbi pobre (risos).

FX: Quais são os materiais que você usa?

FC: Algodão, cola…

FX: Esse furo na testa… Como é feito?

FC: Algodão em volta, faz um buraco no meio e pankake.

FX: Para fazer o sangue falso, você usa anilina?

FC: Já compro pronto, em lojas de fantasia.

FX: É fácil fazer todo o look, dá muito trabalho?

FC: É fácil sim, tem tutorial na internet.

FX: Quanto tempo levou pra você fazer?

FC: Mais ou menos uma meia hora.

Everton Hugo (EH)

FX:Você participa da Zoombie desse quando?

EH: Primeira vez.

FX: Sempre curtiu filme de terror?

EH: Sempre, tudo que é cosplay relacionado.

FX:E acompanha The Walking Dead?

 EH: Com certeza.

FX:Há mais pessoas com “latinha” (supostos objetos pontiagudos enfiados na pele). É tendência nessa edição?

Fernando Cesare: Nas outras teve mais.

FX: Quanto tempo durou para você fazer essa maquiagem e o que usou?

EH: Foi rápido, algodão, cola comum mesmo.

FX: Mas com a cola a lata fica presa na pele?

EH: Fica e sai com água.

FX: Tinha tudo em casa?

EH: Tinha, só o sangue que eu tive que comprar.

FX: Tem alguma proteção para a pele do corte da lata, além do algodão?

EH: Só o algodão já protege.

FX: E efeitos especiais pra você é uma coisa simples é só coisa de cinema?

EH: Dá pra fazer no dia-a-dia.

Esperamos que tenham sobrevivido à leitura. E abaixo há o link de um blog interessante com alguns tutoriais de maquiagem de terror:

http://blogdia-z.blogspot.com.br/2012/09/maquiagens-para-zombie-walk.html