Sorteio Box da trilogia Matrix

sorteio

Para comemorarmos o final do ano, os 600 likes na nossa página do facebook e mais de 13 mil views no blog, resolvemos fazer um sorteio para vocês.

As regras são simples:

1) Curtir nossa página do facebook.

2) Comentar neste post a frase “O Cine FX vai me dar um presente de natal.”. Não esquecer de colocar e-mail ou logar através do facebook ou wordpress para termos alguma forma de contato.

Todos os comentários que não estiverem dentro das regras serão deletados.

Só serão aceitos participantes que morarem no Brasil ou que tenham um endereço no Brasil para entrega. Caso o sorteado não se encaixe nesta regra, iremos refazer o sorteio.

O sorteio será realizado dia 05/12, quarta-feira, às 18 horas.

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O ator camaleão

Falamos de Johnny Depp em “Piratas do Caribe” essa semana, e provavelmente é um dos seus trabalhos mais conhecidos, mas acredito que todo mundo saiba dizer ao menos alguns dos outros personagens na ilustração abaixo.

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Não existe outro ator com um currículo tão diversificado quanto Johnny Depp. Sua parceria com Tim Burton, que colabora nessa diversificação, levou aos incríveis “Edward, mãos de tesoura”, “Fantástica fábrica de chocolate” e o novo “Sombras da noite”, só pra comentar alguns (já são oito filmes juntos).

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Mas não é apenas com Tim Burton que Johnny Depp mostra todo seu potencial camaleônico. Em muitos filmes do começo de sua carreira, antes de cartolas e roupas de pirata, ele se transformava completamente em cada papel.

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Essa tranformação, além de depender do potencial do ator, se deve aos efeitos especiais de maquiagem.  Muitos de seus filmes receberam Oscars e outros prêmios em Maquiagem e Direção de Arte.

Agora é esperar seu novo filme “O Cavaleiro Solitário”, lançado ano que vem. Depp está no papel de Tonto, o índio companheiro do Cavaleiro Solitário, personagens do imaginário popular dos Estados Unidos. E, mais uma vez, muita maquiagem e perucas, agora acompanhadas de um pássaro.

LoneRanger

Os sonhos de Waking Life

O filme de Richard Linklater está longe de ser simples. Além de abordar temas como metafísica, filosofia social e o sentido da vida, o visual foi escolhido para combinar com os assuntos. A estética tem como intenção criar algo que se pareça um sonho (e quem assistiu ao filme, entende perfeitamente o porquê), e para isso foi utilizada a técnica da rotoscopia.

A rotoscopia, muitas vezes não considerada animação por algumas pessoas mais radicais, consiste em criar imagens animadas sobre uma ação filmada em live-action. Pode parecer estranho, mas a técnica é utilizada em algumas cenas de diversos filmes da Disney, como Aladdin, Branca de Neve e mesmo Bela Adormecida, que vimos algumas semanas atrás. O que muda é a escolha do estilo da animação, que pode deixar óbvia a rotoscopia ou deixá-la invisível. Abaixo, um vídeo rapidinho com a comparação entre uma cena em live-action e depois da rotoscopia.

 

Essencial para o que o diretor queria em Waking Life, a técnica deixa o filme no meio do caminho entre uma animação e um live-action, se aproveitando da confusão do público para transmitir o sentimento. É um filme diferente, ousado, e que merece ser visto.

 

(Caso tenham interesse, um animador que eu adoro e utiliza bastante a rotoscopia: Ryan Woodward.)

Cinco vídeos sobre Star Wars que você precisa ver

Escrevendo o post de ontem, eu queria colocar alguns vídeos que adoro sobre Star Wars. Percebendo que poderia fazer outro post, juntei cinco deles que mostram como Star Wars se tornou um ícone cultural.

Star Wars segundo uma menina de 3 anos.

 

Música criada pelo grupo Moosebutter, “John Williams Is The Man”, com lip sync de Corey Vidal.

 

Propaganda que fez sucesso no Super Bowl 2011.

 

“The Star Wars That I Used To Know”, paródia da música do Gotye, mostrando os conflitos entre fãs e o George Lucas.

 

Personagens de Star Wars “cantando” Call me Maybe.

 

 

Uma trilogia de trilogias?

Nos últimos quinze dias, a grande notícia para o mundo cinéfilo foi a venda da Lucasfilm, a empresa que produziu a saga Star Wars, para a Disney, e o anúncio que mais uma trilogia da saga será lançado. Fãs se dividem entre amar e odiar a notícia, mas só entendendo o que foi o fenômeno nos anos 1970 para compreender a reação atual.

Star Wars foi o primeiro filme a extrapolar das salas de cinema. Antes dele, se via o filme e pronto. Mas Star Wars mudou tudo ao conquistar fãs, e lançar bonecos, camisetas e diversas outras memorabilias. O universo criado por George Lucas abria espaço para muitas discussões, releituras e envolvimento do público. E isso só cresceu com o passar dos anos, não sendo raro encontrar fãs passionais e extremos.

Quando a segunda trilogia foi lançada, em 1999, houve a mesma divisão entre os fãs que vemos agora. Muitos acreditavam não ser necessário ir além da trilogia original e que os novos filmes seriam feitos só para ganhar dinheiro e público. Ao mesmo tempo, outros se empolgavam com a oportunidade de saber mais sobre o universo. Ao alterarem os filmes antigos com a inserção de criaturas digitais, novamente grandes discussões surgiram. Então, não é surpresa alguma que a venda para a Disney divida opiniões.

A relação dos fãs com a obra e seu autor é dúbia, pois eles amam a criação de George Lucas, mas se frustram com decisões que alterem o conceito original. Esse fato é tão marcante e diferente de outras relações público-filme que se tornou caricato, multiplicando-se em piadas e referências.

Outro fator que tornou Star Wars revolucionário ainda nos anos 1970, foram os efeitos especiais utilizados, ainda mais essenciais se tratando do gênero ficção-científica. Usaram maquetes, chroma key e bonecos para criar uma galáxia muito, muito distante.

Enquanto a trilogia original foi feita com muitos efeitos mecânicos, o prequel é basicamente de efeitos visuais. No vídeo abaixo, vemos o incrível trabalho dos dublês e parte do making of do Episódio III.

 

Gostem ou não, Star Wars é um marco na história, não só do cinema, mas também da indústria de entretenimento. E se tem algo que podemos ter certeza é que a trilha musical criada por John Williams para os filmes se mantém no imaginário popular até hoje.

 

Conversa com J. J. Abrams

Quando tenho tempo livre, costumo passar horas assistindo às palestras do TED. Para quem não conhece, é uma fundação estadunidense que inicialmente promovia convenções sobre tecnologia, entretenimento e design. Hoje já foi muito além disso, tendo palestras incríveis sobre política, direitos humanos e muitos outros assuntos. Recomendo muito, aposto que você vai encontrar algo que te interesse.

Assistindo à palestra do J. J. Abrams, criador de Lost e diversas outras séries e filmes, percebi que ele fala algo que tem tudo a ver com o que acreditamos. Além disso, ele é muito divertido, com vários exemplos de filmes e histórias da sua vida. O vídeo tem dezoito minutos e legendas em português.

Caso você tenha ficado com preguiça de assistir, abaixo a transcrição (que tirei do próprio site do TED) da minha parte favorita:

“O tipo mais incrível de mistério, eu acho, é a pergunta do que vem depois. Porque agora está tão democratizado. Então agora, a criação de mídia está em toda parte. A coisa que eu era sortudo e implorava para ter quando era garoto agora todo mundo tem. Então, há um grande senso de oportunidade lá fora. E quando eu penso nos diretores de filme que existem agora, que estariam em silêncio, que estiveram em silêncio no passado, é uma coisa bem excitante. Eu dizia em aulas, sabem, conferências e tal, que, quando alguém quer escrever, “vá! Escreva! Faça acontecer.” É grátis, sabem, você não precisa de permissão para escrever. Mas agora eu posso dizer: “Vá fazer o seu filme!” Não há nada impedindo você de ir e ter a tecnologia.”

Vá, faça seu filme, não há nada impedindo você.

Como fazer um exorcismo

Sem dúvida, um dos filmes de terror mais marcantes da história do cinema é O Exorcista, de 1973. Mesmo depois de quase quarenta anos, é fundamental para quem gosta do gênero.

Atualmente, os efeitos especiais vistos no filme seriam feitos com facilidade, talvez muito mais realistas. Mas não tem como negar que é exatamente a forma como foram feitos e seu resultado final que tornam O Exorcista um clássico. No documentário, feito pela BBC para a comemoração dos 25 anos de lançamento do filme, a equipe conta diversas histórias e, principalmente, explica como os efeitos foram criados. Podemos ver outras opções de maquiagem até o famoso vômito de sopa de ervilha.

Infelizmente, não encontramos o documentário com legendas em português. Assim, darei destaque para algumas partes.

(De 0:00 a 3:57, os mecanismos na cama e outros efeitos – 7:00 a 8:45, como chegaram ao conceito de maquiagem)

(De 2:28 a 4:22, a cabeça girando e o mecanismo para fazer o vômito)

Recomendo fortemente, quem se interessar por filmes do tipo, que assista ao documentário inteiro. Ótimos comentários sobre como foi a filmagem e uma conversa entre o diretor, William Friedkin, e o escritor do livro original, William Peter Blatty.

Está escurecendo, então chega por hoje.