Resultado do sorteio

resultadoGabriela Lopes! Obrigada por visitar o blog e curtir nossa página no Facebook, enviaremos seu box do Matrix o mais breve possível. (:

gabriela

Gostaria de agradecer em nome da equipe Cine FX a todos que participaram da promoção. Essa semana foi de longe a mais importante na curta história do nosso blog. Atingimos a marca de mais de 1000 likes na nossa página do Facebook e estamos chegando aos 14.000 views aqui no blog. Ficamos muito felizes de poder compartilhar com cada vez mais pessoas assuntos que gostamos tanto.

Obrigada pelo apoio e esperamos fazer um blog cada vez melhor para vocês!

Anúncios

Forrest Gump – O Contador de Chroma Keys

Além da maravilhosa atuação de Tom Hanks e do ótimo roteiro, Forrest Gump (1994) com certeza foi um filme marcante para os efeitos especiais. A data pode aparentar não ser muito antiga, mas é bom lembrar que no início da década de 90, apesar de já haver o uso de computadores, eles ainda eram bem caros e não tão popularizados assim – não existia nem internet direito. Portanto, os efeitos visuais conseguidos no filme, tão naturais que parecem inexistentes, são algo de certa forma à frente de sua época.

Muita coisa foi resolvida usando chroma key, técnica em que se filma um personagem ou algo que esteja em primeiro plano num fundo azul ou verde, sendo possível substituir esse fundo por um vídeo depois. Um bom exemplo é a cena inicial da pena voando até o pé do Forrest:

Outro ponto forte dos efeitos especiais do filme são as partes em que Forrest aparece em cenas históricas reais, como aquela em que cumprimenta John F. Kennedy dizendo que “precisa fazer xixi”. O vídeo mostra como isso foi feito a partir dos 1:55:

Esquizofrenia computadorizada

Quem já viu Cisne Negro (Darren Aronofsky, 2010) sabe que é um filme novo difícil de ser esquecido. É um exemplo da combinação de vários elementos que funcionaram muito bem juntos, desde o roteiro – que levou dez anos de tratamentos até o resultado final – até a edição, essencial para dar o tom de tensão presente todo tempo no thriller psicológico.

E haja edição. Muita coisa foi feita na pós-produção, ou seja, no computador, tanto os efeitos especiais, como nas partes em que Nina (Natalie Portman) se ‘transforma’ em um cisne negro, quanto inúmeros pequenos ajustes nas cenas com as dublês de dança Sarah Lane e Kimberly Prosa. No caso das cenas de dança, a maioria dos takes de corpo inteiro de Nina dançando foram feitos pelas dublês, sendo necessário substituir digitalmente o rosto delas pelo de Natalie Portman.

O vídeo abaixo mostra várias correções e efeitos do filme:

Não chore pelo sangue derramado…

Poderíamos falar de qualquer filme do Tarantino nesse post, mas Kill Bill parece ser o mais notável em relação ao tema. São lutas e mais lutas, sem a menor intenção de poupar sangue. Quanto mais jorrar, sujar, espirrar e escorrer, melhor.

É interessante notar que apesar de a história no geral ser uma grande ficção, bem longe da realidade, não foram usados efeitos especiais computadorizados (e, visto que o filme foi lançado em 2003, isso é um grande diferencial). Segundo o Imdb, Tarantino proibiu o uso deles. Profundamente inspirado pelo diretor chinês Chang Cheh – conhecido pelos filmes de artes marciais que fez nos anos 70 -, o homem dos filmes sangrentos quis imitar o método antigo: camisinhas cheias de sangue falso que explodiam com o impacto.

Tal idéia, apesar de simples, deu um certo trabalho. Foram mais de 450 galões de sangue falso usados nos dois primeiros filmes. Além disso, era usado um tipo diferente de sangue para cada situação, escolhidos pelo diretor, como revelou em uma entrevista à revista americana Time: “Eu digo, ‘não quero sangue de filme de terror, ok? Quero sangue de samurai.’ Você não pode jogar essa calda de framboesa pra panqueca numa espada e conseguir que fique bom. Você tem que ter esse tipo especial de sangue que só se vê nos filmes de samurai.”

Quem quiser relembrar a luta da Uma Thurman contra a Gogo e os Crazy 88’s:

Os 108.000 desenhos

As animações antigas em 2D, além de fazerem parte da infância de muita gente, são a prova de que a falta de recursos não significa nada quando há empenho. A Bela Adormecida se encaixa perfeitamente nesse contexto. Entre os primeiros longas da Disney, foi de longe a produção mais cara e mais demorada do estúdio na década de 50, sendo necessários praticamente 10 anos desde a pré-produção até o lançamento. O motivo disso foi o nível de detalhe presente no filme. Com uma trama não muito diferente dos outros sucessos do estúdio (A Branca de Neve, Cinderela), os animadores apostaram no fator estético, e isso significa uma quantidade de trabalho absurda – coisa de maluco, mesmo.Esclarecendo: antes do advento do computador, as animações eram feitas à mão, desenho a desenho. Quando vemos um em seguida do outro, temos a idéia de movimento. O problema é que a velocidade com que os desenhos “passam” por nossos olhos utilizada no filme (e na grande maioria até hoje, inclusive nos live-action) é de 24 quadros por segundo. Ou seja, para cada segundo eram necessários 24 desenhos com mudanças mínimas. E o filme dura uma hora e 15 minutos. Faça as contas.

Simulação da dança de Aurora na cena da floresta.

No caso da Bela Adormecida, esse processo se tornou muito mais lento do que parece. Os desenhos eram feitos em folhas muito grandes, pois tinham muitas cores e detalhes, tornando cada um deles literalmente uma obra de arte. Um recurso que ajudava os animadores a desenhar era a simulação de algumas cenas com atores. Além disso, era importante para criar uma referência de som, de modo que tudo ficasse sincronizado no final.

O vídeo abaixo mostra como eram feitos os desenhos em animações 2d:

No caso do filme A Bela Adormecida (1:30 até 6:20):

Para os viciados, indico o MAKING OF incrível do filme. Legendado só no dvd!

Spielberg e os poltergeists

Poltergeist (Tobe Hooper, 1982) pode ser considerado um dos maiores clássicos do cinema no quesito filme de terror. Indicado ao Oscar de 1983 de melhores efeitos visuais, foi um dos primeiros filmes produzidos pelo mestre Steven Spielberg, que também supervisionou os efeitos especiais, feitos na Industrial Light & Magic. A empresa, talvez não muito conhecida pelo nome, foi fundada pelo próprio George Lucas para a pós-produção do primeiro Star Wars – e continua “pequena” até hoje, sendo responsável por filmes como Harry Potter, Avatar, Indiana Jones, entre muitos outros.

O filme utiliza muitos efeitos especiais: mecânicos, visuais, alguns simples e outros realmente complicados. Um exemplo é a cena em que Diane, a mãe, é arrastada para o teto pelas “forças misteriosas” em seu quarto. Para conseguir esse efeito, foi necessária uma máquina que girasse de ponta cabeça uma reprodução do quarto do casal, enquanto a câmera permanecia na mesma posição.

Cenas mais simples, onde objetos se movem ou aparecem, foram feitas literalmente amarrando arames neles e puxando-os ou colocando-os no meio da cena enquanto a câmera filmava outra coisa. Vento, luz e chuva artifical também criaram grande parte do clima do filme.

Apesar de ter sido um enorme avanço para os efeitos especiais na época, nem tudo era de mentira. Os esqueletos na cena da piscina que aterrorizam Diane eram reais. Afinal, é muito mais barato achar pessoas mortas do que fabricar uma de plástico. Ainda bem que a atriz Jobeth Williams estava mais preocupada em ter que filmar na água, rodeada por luzes de altíssima voltagem…

Stopmotion independente

Para inaugurar a parte de entrevistas do Cine FX, conversamos com as alunas de Cinema da FAAP, Ana Lara Brito e Helena Prado, que no momento produzem duas animações em stopmotion por conta própria. Inspiradas pelo “faça você mesmo”, as meninas contam um pouco sobre os bastidores dos projetos.

Construção da maquete.

Por que escolheram o stop motion?

Helena: Maquetes sempre foram um hobbie para mim, acho que gostamos de pequenos detalhes na minha casa, foi fácil me sentir confortável com a idéia de um dia produzir todo um filme dessa forma. A escolha pelo estilo foi mais natural do que parece, a idéia exigia isso. Além disso, sempre gostamos muito de filmes de animação, o que levou a uma fascinação por aprender como fazer cada uma daquelas coisas.

Quais as maiores dificuldades que encontraram?

Ana Lara: Provavelmente a nossa maior dificuldade foi organizar uma equipe para o filme. Foi muito difícil achar pessoas realmente interessadas e que entendessem que animação é muito trabalho duro.

Como aprenderam a fazer?

Ana Lara: Internet! Através de tutorias e comentários de realizadores – e de outras pessoas que fizeram tutorias sobre outras coisas que poderiam ajudar. Um dos motivos pelos quais decidimos começar um blog de nossa autoria para contribuir com essa comunidade.

Construção dos personagens de “Jeremonstro”

Quais materiais vocês mais usam?

Helena: Na produção dos bonecos, com certeza foi arame e epóxi. Mas algo que ninguém pode NUNCA esquecer em uma animação desse tipo é cola, porcas e parafusos. Nada mais desagradável que coisas se movendo entre shots e bonecos caindo por falta de tie-down (técnica para prender os bonecos no chão).

Há muitas coisas que serão feitas apenas na pós-produção?

Quanto mais puder ser resolvido nas filmagens, melhor. Para a pós-produção ficarão apenas alguns chroma keys do céu e um ou outro efeito de luz.

É isso, pessoas. Quem quiser saber mais sobre as animações, além de várias dicas para fazer seu próprio stopmotion, indicamos o blog delas e da equipe: stopmonstro