O prazer do desagradável

“…A gente se propôs o desafio de criar uma história onde umas peças de madeira pintadas conseguiriam provocar desgosto no espectador…”

“Violeta, a pescadora do mar negro” é um curta metragem com a direção dos espanhóis Anna Solanas e Marc Ribas, produzido por I+G Stopmotion,  feito no projeto de curtas da semana de cinema de terror de Donosti, em 2006.  Durante 540 segundos de projeção, um tétrico claro escuro caravaggiano é o palco da vida de uma menina cujos relacionamentos estão sujeitos a um amor arrepiante e enfermiço, que provocará nos espectadores paralisia física e convulsão mental e sensitiva durante aqueles 9 minutos.

A principal influência desta animação provém das experiências neste campo realizadas por animadores de países do Leste Europeu e da ex-União Soviética, onde a criação plástica dos personagens é a pauta para dar início e desenvolver a história, processo característico das animações de autor.

É no trabalho artesanal da madeira que encarnam a vida de uma velha, uma mulher moribunda, um garoto e a Violeta. Ganham vida através da técnica do Stop Motion, que contrasta com o uso das novas tecnologias (uma câmera reflex digital com que foi gravado o curta).

Uma  cena que estimula o prazer do desagradável, que faz do amor, sofrimento e da inocência perversidade:

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